Neurocientista ensina dicas para aprender novos assuntos sem esquecer

Cérebro precisa de incentivos para realmente fixar novos conteúdos. Revisitar conteúdos é importante para garantir que não sejam apagados

atualizado 19/04/2022 18:26

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Ilustração mostra o cérebro humano em contraste de luzes brancas Svisio, Istock

A grande quantidade de informações às quais estamos expostos diariamente torna complicado garantir que um assunto fique retido na memória. Porém, é possível treinar o cérebro para que ele aprenda o que importa.

A neurocientista Livia Ciacci, da empresa educacional Supera – Ginástica para o Cérebro, explica que o aprendizado é a capacidade de adquirir e armazenar dados, e está intimamente ligado à memória. A aquisição da informação pode ocorrer de várias maneiras, sempre pelo estímulo de canais sensoriais, como a visão ou a audição, por exemplo.

“Após o primeiro contato, esse conteúdo fica na memória de curto prazo e pode ser recuperado em questão de horas ou de alguns dias. Para um conteúdo sair da memória de curto prazo e se tornar memória de longo prazo, é necessário acontecer um processo neurofisiológico conhecido como consolidação”, explica a neurocientista.

Ela ensina que, para garantir que o conhecimento não será esquecido, é preciso mostrar para o cérebro que ele é relevante. As duas maneiras principais são a repetição (voltar ao conteúdo várias vezes, tentando fazer conexões com outros assuntos) e o impacto emocional e/ou sensorial (a fixação de conteúdos que geram apelo emocional ou ativam os sentidos acontece com mais facilidade).

“Imagine que você estuda dois assuntos, um que não se interessa tanto e outro que gosta bastante. Será muito mais fácil consolidar as memórias do assunto que se gosta, por causa do emocional estar mais envolvido, potencializando a atenção. Mas não é impossível aprender mesmo sem ter muito interesse: nesse caso a repetição é uma boa estratégia”, ensina Ciacci.
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É importante que o cuidado com a memória seja diário. Por isso, antes de dormir, tente recordar das atividades que fez ao longo do dia
Pratique exercícios específicos para a memória, como jogos com palavras, sudoku, 7 erros, caça-palavras, dominó, palavras cruzadas ou montar um quebra-cabeças
Consuma alimentos ricos em ômega 3, como sardinha, atum, salmão, chia, linhaça, castanhas, nozes e azeite de oliva. Eles contêm nutrientes que facilitam a memorização e evitam o esquecimento
Utilizar a mão não dominante para realizar atividades como escrever, escovar os dentes, folhear um livro ou abrir uma porta, por exemplo, também pode ajudar na memória
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Manter o cérebro ativo com atividades estimulantes é uma das principais estratégias que colaboram com a memória. Veja dicas do que fazer!

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É importante que o cuidado com a memória seja diário. Por isso, antes de dormir, tente recordar das atividades que fez ao longo do dia

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Consuma alimentos ricos em ômega 3, como sardinha, atum, salmão, chia, linhaça, castanhas, nozes e azeite de oliva. Eles contêm nutrientes que facilitam a memorização e evitam o esquecimento

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Utilizar a mão não dominante para realizar atividades como escrever, escovar os dentes, folhear um livro ou abrir uma porta, por exemplo, também pode ajudar na memória

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Mude a rota: vá ao trabalho por caminhos diferentes dos habituais, pois quebrar a rotina estimula o cérebro a pensar

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Mude a localização de alguns objetos que usa muito no dia a dia, como a lixeira e as chaves de casa

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Faça uma lista de compras sempre que for ao supermercado, mas procure não usá-la, tentando lembrar o que escreveu

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Tome banho de olhos fechados e tente lembrar o local em que ficam os itens do ambiente

Karolina Grabowska/Pexels
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Tente ler um livro ou assistir a um filme e depois contar para alguém. Isso vai estimular a concentração e a memória

Freepik

Memórias eternas

A neurocientista conta que para uma memória ou conteúdo ficar realmente fixado por vários anos, é importante utilizá-lo de vez em quando — o cérebro tem mecanismos de limpeza, e “apaga” as memórias que não são usadas.

“Nós temos sim a capacidade de memorizar algo para sempre, mas é necessário retomar essas informações vez ou outra para reforçá-las”, afirma.

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