Tragédia no Sul: governo faz leilão de arroz importado na 5ª. Entenda

O leilão ocorre após suspensão em decorrência da alta nos preços no Mercosul. O governo autorizou a compra de até 300 mil toneladas de arroz

atualizado 31/05/2024 19:28

Compartilhar notícia
Arroz e dinheiro Getty Images

O governo federal realizará, na próxima quinta-feira (6/6), o leilão público para de compra de até 300 mil toneladas de arroz importado após perdas na produção do Rio Grande do Sul devido às enchentes. O estado responde por cerca de 70% da produção nacional do alimento. A movimentação ocorre para tentar evitar a alta de preços no mercado nacional e mitigar o impacto social e econômico.

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu autorização para conduzir o leilão e realizar a compra do grão, de acordo com portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda.

O órgão havia marcado um leilão para a última semana, mas acabou sendo suspenso devido à alta nos preços no Mercosul. Após isso, o governo Lula zerou a taxa de importação do arroz, visando ampliar a concorrência.

O leilão

Ao todo, podem ser adquiridas até 300 mil toneladas do produto. O teto de gastos para a compra de arroz importado é de R$ 1,7 bilhão. Vale destacar que esse leilão é uma medida excepcional para conter uma eventual elevação de preços e não uma medida fixa.

O grão deve chegar à mesa do consumidor brasileiro por R$ 4 o quilo e em embalagens com logomarca do governo federal. O carregamento deverá ser entregue até 8 de setembro, conforme edital publicado na última quarta-feira (29/5) pela Conab.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, disse que após o leilão será feita uma análise do “comportamento do mercado”. “Se nós virmos que essa medida já equilibrou os preços, o governo vai avaliar se há necessidade ou não de fazer um novo leilão”, explicou Pretto.

Para onde vai o arroz importado?

Os estoques dos grãos serão destinados a pequenos varejistas, mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais, incluindo equipamentos públicos de abastecimento, que “disponham de ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas”. Essas lojas serão cadastradas pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Até o momento, a Conab não divulgou quais regiões metropolitanas serão beneficiadas pelo arroz importado, mas, a companhia informou que essas áreas serão definidas “com base em indicadores de insegurança alimentar”.

Como determinado pelo edital, o grão importado deverá ter aspecto, cor, odor e sabor característico de arroz beneficiado polido longo fino tipo 1. Além disso, fica proibida a compra de arroz aromático.

Além dessas especificações, o arroz deverá estar “acondicionado em embalagem com capacidade de 5kg, transparente e incolor, que permita a perfeita visualização do produto e com logomarca”.

Compartilhar notícia
Tá bombando
Últimas notícias
  • Teste editor

    Teste editor Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.

  • Teste de post1

    Teste de post1 Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.

  • three old ordered tests

    Fique por dentro! Receba notícias de Entretenimento/Celebridades no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o perfil Metrópoles Fun no Instagram.

Compartilhar