Bolsonaro reclama da Anvisa: “Impossível falar com o presidente”

Presidente disse que diálogo com agência foi fechado. Diretor-presidente se descolou de Bolsonaro após a CPI da Covid-19

atualizado 31/12/2021 8:30

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Live Barra Torres e Bolsonaro Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nessa quinta-feira (30/12), que é “impossível” entender-se com o almirante Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Eu não vou falar mais de Anvisa aqui, porque fechou o diálogo. É impossível conversar mais ali com o presidente da Anvisa. Ele tem a opinião dele, tem mandato, e continua lá. Boa sorte para ele, tomara que ele acerte”, afirmou Bolsonaro na última live de 2021, transmitida de Santa Catarina, onde passa férias.

Outrora aliado de Bolsonaro, que o indicou para o comando da agência, Barra Torres se distanciou do mandatário ao longo dos meses. O divisor de águas na relação deles, ambos militares, foi a CPI da Covid-19.

A defesa da vacinação de crianças é um dos pontos de maior divergência entre os dois. Bolsonaro levanta suspeitas sem embasamento sobre os riscos da imunização de crianças, enquanto Barra Torres adota posição técnica.

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Almirante Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa
Barra Torres se descolou de Bolsonaro após a CPI da Covid-19
Almirante Barra Torres, presidente da Anvisa chega ao Palácio do Planalto
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Barra Torres e Bolsonaro em transmissão ao vivo

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Almirante Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa

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Barra Torres se descolou de Bolsonaro após a CPI da Covid-19

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Almirante Barra Torres, presidente da Anvisa chega ao Palácio do Planalto

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Na transmissão ao vivo, Bolsonaro ainda voltou a dizer que não vai vacinar sua filha Laura, de 11 anos, e disse não entender a “gana” por vacina.

“Não vou vacinar a minha filha, é questão minha. Conversei com a minha esposa, está alinhada comigo. A minha esposa se vacinou, ela quis se vacinar, foi se vacinar. A nossa filha nós entendemos que ela não tem quase nada a ganhar com a vacina”, disse. A primeira-dama Michelle Bolsonaro tomou a primeira dose do imunizante em setembro, em Nova York, ao acompanhar viagem oficial do presidente aos Estados Unidos.

A imunização do público infantil (de 5 a 11 anos) é tema de uma consulta pública do Ministério da Saúde. A pasta deve realizar uma audiência sobre o assunto em 4 de janeiro e bater o martelo sobre a vacinação no dia seguinte.

Na segunda-feira (27/12), a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, enviou nota técnica ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual esclarece que nenhuma questão de segurança foi identificada na vacina para crianças maiores de 5 anos, ou seja, o imunizante é totalmente seguro.

O documento é uma resposta ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que solicitou manifestação do governo federal sobre a exigência de prescrição médica para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. A determinação atende a pedido feito ao Supremo pelo partido Rede Sustentabilidade.

Covid-19 em crianças

O Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro.

Isso corresponde a 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias, segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19. Esse é o grupo etário para o qual a Anvisa aprovou a aplicação do imunizante da Pfizer na última semana.

Os dados também mostram que 2.978 crianças receberam diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19, com 156 mortes, em 2020. Neste ano, já foram registrados 3.185 novas infecções e 145 falecimentos. No total, o país contabiliza 6.163 casos e 301 óbitos.

Segundo a Conitec, além dos casos de SRAG por Covid-19, até o último dia 27 de novembro, foram confirmados 1.412 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada à Covid-19 em crianças e adolescentes de zero a 19 anos – entre os diagnosticados, 85 morreram.

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