Covid-19: Anvisa diz que liberação de vacina não terá influência política

O presidente Jair Bolsonaro travou uma guerra com o governador João Doria sobre a aquisição de doses da Coronavac, contra o coronavírus

atualizado 21/10/2020 17:04

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Antonio Barra Torres Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o contra-almirante Antonio Barra Torres, afirmou que não haverá influência política ou de qualquer outra natureza no processo de licenciamento de vacinas contra o novo coronavírus.

“O trabalho da Anvisa no caso de desenvolvimentos vacinais é um trabalho que já ocorreu, que foi anuir, ou seja, autorizar os protocolos. Uma vez feita a anuência, vamos acompanhá-los e trabalhar para a concessão do registro daqueles que forem solicitados. Esse processo não pode sofrer alteração, influência ou ação que não da ciência e apego à boa técnica”, disse Torres.

Ele evitou comentar o embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, referente à compra de vacina por parte do governo federal.

Antônio Barra Torres disse ainda que não cabe à agência adiantar posições ou análises sobre as vacinas nem apresentar previsões de calendário ou de quando uma substância estará disponível à população. Ele disse também que para o órgão, pouco importa a origem da vacina e sim, os métodos e critérios utilizados em sua produção.

“Anvisa não participa de compra feita pelo governo de medicamento ou insumo. As políticas públicas são do MS. Para nós pouco importa de onde vem a vacina. Nosso dever é fornecer a resposta se produtos induzem ou não à imunidade e se vai combater o coronavírus”, observou.

Disputa política

Nessa terça-feira (20/10), o ministro da Saúde assinou protocolo de intenção e comunicou governadores sobre a aquisição de 46 milhões de dose da vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, para imunização contra o novo coronavírus.

Após o anúncio, no entanto, Bolsonaro desautorizou Pazuello e afirmou que mandou cancelar a assinatura do protocolo.

A declaração foi dada em Iperó, no interior paulista, onde o chefe do Executivo cumpre agenda nesta quarta-feira (21/10).

Segundo Bolsonaro, “houve uma distorção” por parte de João Doria no entendimento do governador sobre o protocolo de intenções. “Já mandei cancelar, se ele assinou. O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade, até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós”, frisou.

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