Vacina de Oxford, bancada pelo governo federal, não cumpriu todas as etapas

Imunizante produzido no Reino Unido está em fase avançada de pesquisa e, assim como a opção chinesa, ainda não tem comprovação científica

atualizado 21/10/2020 14:53

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Presidente e autoridades brasil fazem coletiva no alvorada para falar de economia do Brasil Hugo Barreto/Metrópoles

Ao justificar o investimento feito pelo governo federal na vacina do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acabou usando argumentos similares aos usados pelo rival governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para defender o imunizante produzido pelo laboratório Sinavac Biotech, da China.

“Os números têm apontado que a pandemia está indo embora. Agora, perseguimos a vacina, lá atrás destinamos recursos para Oxford, não para comprar vacina apenas, mas para participar da pesquisa e desenvolvimento e com uma cota de vacina para nós. Nada será dispendido agora para comprar uma vacina chinesa que, eu desconheço, mas parece que nenhum país do mundo está interessado nela, pode ser que tenha algum país aí”, afirmou.

As duas vacinas estão sendo testadas no Brasil e ambas estão na última fase de testes, que precedem a submissão às autoridades sanitárias de cada país.

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Bolsonaro almoça com embaixador americano e ministros
Bolsonaro, ministros e o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman
Bolsonaro, sem máscara, fala com apoiadores
Bolsonaro durante coletiva no Palácio do Planalto
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Bolsonaro já testou positivo para o novo coronavírus e disse ter tomado cloroquina no tratamento

Reprodução/CNN
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Bolsonaro almoça com embaixador americano e ministros

Reprodução/redes sociais
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Bolsonaro, ministros e o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman

Divulgação
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Bolsonaro, sem máscara, fala com apoiadores

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Bolsonaro durante coletiva no Palácio do Planalto

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Presidente circulando de máscara pelo Palácio da Alvorada

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Bolsonaro apresenta caixas de cloroquina a apoiadores e à imprensa, em abril de 2020

Raphael Veleda/Metrópoles
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Em 26 de março de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou uma caixa do medicamento Reuquinol para a reunião com os líderes do G20, que tratou da crise global da pandemia do novo coronavírus

Marcos Corrêa/PR

Cinco vacinas estão em estágio mais avançado no que diz respeito aos resultados em pesquisa no mundo. Entre elas, estão a da Sinovac (China), a da Pfizer (EUA), a da Moderna (EUA), a Sputnik V (Rússia) e a AstraZeneca (Reino Unido).

Bolsonaro defendeu a necessidade de comprovação científica para a aplicação da vacina, mas não mencionou ser etapa obrigatória a aprovação da fórmula pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo a evidência científica quanto à eficácia uma etapa obrigatória para a aprovação.

“Não pode [sic] inalar (quis dizer inocular) algo numa pessoa e o malefício ser maior do que o possível benefício, apenas isso. Tem que ter uma validade no Ministério da Saúde e tem que ter uma certificação por parte da Anvisa. Fora isso, não existe qualquer dispêndio de recurso, ainda mais um vultoso como esse”, resumiu. Pelo protocolo de intenções que o presidente mandou cancelar, o governo investiria R$ 1,9 bilhão em 46 milhões de doses.

Além de financiar a pesquisa da vacina de Oxford, o governo também liberou R$ 2,5 bilhões para ingressar na aliança internacional por vacinas contra a Covid-19, a Covax Facility.

“Com a diversificação de possíveis fornecedores, aumentam as chances de acesso da população brasileira à vacina no menor tempo possível. Caberá à Covax Facility negociar com os fabricantes o acesso às doses das vacinas em volumes especificados, os cronogramas de entrega e os preços”, disse nota encaminhada pela Secretaria Geral à época.

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