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Se pudesse, Ricardo Nunes iria dormir e só acordaria depois de eleito

Na retranca, jogando parado

atualizado 11/10/2024 9:32

Foto colorida do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes - Metrópoles Ettore Chiereguini / Especial Metrópoles

O acaso reserva surpresas. A essa altura, só ele seria capaz de mudar o quadro revelado pela primeira pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo.

Candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB) larga na frente com 55% dos votos válidos, contra 33% de Guilherme Boulos (PSOL). Nunes é o desaguadouro da maioria dos votos de Pablo Marçal.

84% dos que dizem ter votado em Marçal, agora dizem que votarão em Nunes. Boulos herda 4% desses votos e 50% dos votos de Tabata Amaral (PSB). Nunes abocanha 33% dos votos de Tabata.

O que define o segundo turno é a rejeição dos candidatos. A de Nunes está na faixa dos 37% que dizem que não votarão nele de jeito nenhum. A de Boulos, na faixa dos 58%.

Ah, mas haverá debates, Boulos domina essa arte, e Nunes, não… Nunes faltou ao primeiro debate. Talvez compareça ao da BAND na próxima segunda-feira, e ao da Globo, o último, no dia 24.

Aos demais debates, não irá nem morto. Se pudesse, Nunes dormiria hoje e só acordaria depois do encerramento da votação no domingo 27 de outubro.

Como não pode, vai ficar olhando o tempo passar. De preferência, deitado em uma rede desde que ela não balance muito.

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