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Como Lira se posicionará em relação à PEC antidrogas?

Senado aprovou texto que proíbe porte e posse de qualquer droga; STF também decide sobre o tema

atualizado 16/04/2024 19:55

O presidente da Câmara, Arthur Lira - Metrópoles Vinícius Schmidt/Metrópoles

Com a aprovação por parte do Senado Federal da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que proíbe o porte e a posse de qualquer droga, o texto segue para a Câmara dos Deputados, que também deve aprová-lo. Isso se ele for de fato à votação em 2024.

A tramitação dependerá do presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), que deve segurar a proposta até o fim do seu mandato na presidência da Câmara. A ideia de Lira é somente colocar à votação depois que o Supremo Tribunal Federal de fato decidir sobre o tema.

Lira tem uma dívida em aberto com o STF, sobretudo com o ministro Gilmar Mendes (relator da descriminalização da maconha na Corte). O decano livrou Lira das investigações sobre o escândalo dos kits robótica, em Alagoas.

No STF, o caso que analisa a descriminalização do porte de maconha para consumo próprio está suspenso desde março, quando o ministro Dias Toffoli pediu mais tempo para análise. O pedido de vista é limitado em até 90 dias, mas cabe a Luis Roberto Barroso, presidente da Corte, marcar nova data para o julgamento.

Barroso, no entanto, já avisou a interlocutores que não deve colocar temas de costume à votação neste ano para não “contaminar” o debate público em pleno ano de eleição municipal.

O placar está cinco a três para descriminalizar a maconha no STF. Votaram para liberar os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber —Flávio Dino não vota.

Votaram para manter a criminalização: Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques. Ainda faltam os votos de Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

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