Uma em cada 4 mulheres confundiria sintomas de um infarto, diz estudo

Pesquisa da Universidade de Edimburgo descobriu que muitas desconhecem os sinais que um ataque cardíaco provoca no corpo feminino

atualizado 16/09/2019 9:21

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JadeThaiCatwalk/iStock

Em homens, o infarto se anuncia com a clássica dor no peito, que pode irradiar para o braço, maxilar ou estômago. Nas mulheres, a doença é silenciosa e os sintomas são tão genéricos que não é raro que a paciente confunda um ataque do coração com uma gripe ou, até mesmo, com um episódio de má-digestão. Uma pesquisa feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, revelou que, de fato, poucas mulheres saberiam reconhecer os sintomas de um infarto.

Na pesquisa, 2 mil mulheres foram entrevistadas. Somente 57% delas afirmou saber que transpiração em demasia pode ser um sinal de ataque cardíaco. Cerca de 59% disseram reconhecer tontura como um sintoma e 64% sabiam que sentir-se doente (como uma gripe) também pode ser um alerta.

Uma em cada quatro participantes do estudo acredita que sentiria os mesmos sintomas masculinos caso estivesse infartando, o que demonstra um perigoso desconhecimento em relação ao próprio corpo.

Outro problema, de acordo com os pesquisadores, é a crença de que mulheres estariam livres de infartar. Uma em cada dez entrevistadas afirmou acreditar que apenas homens precisam se preocupar com problemas cardíacos e uma em cada oito admitiu desconhecer que mulheres também infartam.

De acordo com o Ministério da Saúde, sintomas típicos do infarto em mulheres são dor ou desconforto na região peitoral em forma de aperto, podendo irradiar para o braço esquerdo, as costas e o rosto. As dores ocorrem acompanhadas de suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio. Os sintomas atípicos incluem dor no abdômen, semelhante ao incômodo de uma gastrite ou esofagite de refluxo, enjoo, e mal-estar, além de cansaço excessivo, sem causa aparente.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 300 mil infartos ocorrem por ano no Brasil. Desses, 80 mil acabam sendo fatais – seja por não receberem o tratamento adequado ou por não terem sido controlados os fatores de risco que podem desencadear a doença. Em mulheres, o grupo de risco é formado por sedentárias, diabéticas, hipertensas, obesas, fumantes, com colesterol alto, com histórico familiar de infartos e com mais de 55 anos de idade.

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