Cientistas conseguem rejuvenescer pele de mulher em 30 anos

Pesquisa promete revolucionar a medicina regenerativa, com benefícios para o tratamento de células de outras partes do corpo humano

atualizado 10/04/2022 18:36

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Mão idosa e mulher jovem https://wordpress.metropoles.services/wp-content/uploads/GettyImages-512160707.jpg

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova técnica de rejuvenescimento das células da pele. O estudo conseguiu rejuvenescer em 30 anos a pele de uma mulher de 53. A descoberta foi publicada na última sexta-feira (8/4), na revista científica eLife.

O grupo de pesquisa do programa de Epigenética do Instituto Babraham, com cientistas britânicos, alemães e portugueses, afirma ter identificado os genes específicos que rejuvenescem sem ter que reprogramar a célula.

O método, chamado de “reprogramação transitória da fase de maturação”, é baseado na técnica usada para criar a ovelha Dolly na década de 1990. O clone rendeu um Prêmio Nobel aos pesquisadores do Instituto Roslin, que também fica no Reino Unido.

Os cientistas do novo estudo acreditam que a técnica poderá ser usada no futuro com o intuito de criar células melhoradas para a cicatrização de feridas e dar mais qualidade de vida aos idosos, com terapias voltadas para os genes ligados ao Alzheimer, por exemplo.

“Esta pesquisa, embora em estágios iniciais, pode eventualmente ter implicações para a medicina regenerativa, especialmente se puder ser replicada em outros tipos de células”, escreveram os autores do estudo.
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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais
Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
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O Parkinson, o Alzheimer e a demência são doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população idosa. As condições são progressivas e, com o passar do tempo, o paciente torna-se mais dependente do cuidado de terceiros

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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais

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Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes

Divulgação
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O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos

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Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição

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O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais

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As consequências mais recorrentes são o comprometimento da memória, do comportamento, do pensamento e da capacidade de aprendizagem

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A demência é progressiva e os sintomas iniciais bastante conhecidos: perda de memória e confusão são os mais comuns. A condição atinge até 25% das pessoas com mais de 85 anos no Brasil

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Problemas na fala e dificuldade em tomar decisões também estão entre os sinais. Porém, há outros indícios sutis que podem alertar para o desenvolvimento de alguns tipos de doenças degenerativas

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Problemas de visão: um estudo feito no Reino Unido pela UK Biobank mostra que pessoas com degeneração macular relacionada à idade têm 25% mais chance de ter demência

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Perda auditiva: pode estar ligada a mudanças celulares no cérebro. Mas a perda de visão e audição pode levar o idoso ao isolamento social, que é conhecido há anos como um fator de risco para Alzheimer e outras formas de demência

Agência Brasil
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Mudanças de humor: pessoas com quadros iniciais de demência param de achar piadas engraçadas ou não entendem situações que costumavam achar divertidas e podem ter dificuldade de entender sarcasmo

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Problemas na gengiva: pesquisas apontam que a saúde bucal está relacionada a problemas mentais e pode estar ligada também à diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, obesidade e alcoolismo — todos também são fatores de risco para a demência

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Isolamento social: o sintoma pode aumentar o risco de doenças neurodegenerativas. A falta de paciência com amigos e familiares e a preferência por ficar sozinho podem ser sinais de problemas químicos no cérebro ou falta de vitaminas

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Outros sinais que podem indicar doenças neurodegenerativas, são: desinteresse pelas atividades habituais, dificuldade em executar tarefas do dia-a-dia, repetir conversas ou tarefas, Desorientação em locais conhecidos e dificuldade de memorização

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Pele sem sinais de envelhecimento

Em 2007, Shinya Yamanaka foi o primeiro cientista a transformar células normais em células-tronco, que têm a capacidade de se desenvolver em qualquer tipo de célula.

O processo completo de reprogramação de células-tronco leva cerca de 50 dias usando quatro moléculas-chave chamadas fatores Yamanaka. O novo método expõe as células aos fatores Yamanaka em apenas 13 dias.

A análise do genoma mostrou que as células recuperaram marcadores característicos das células da pele, os fibroblastos. Ou seja, elas perderam os marcadores do envelhecimento, mas mantiveram sua função, como a produção de colágeno. A célula da mulher de 53 anos tinha o aspecto e funcionamento semelhantes à de uma pessoa de 23 anos.

“Nossa compreensão do envelhecimento em nível molecular progrediu na última década, dando origem a técnicas que permitem aos pesquisadores medir alterações biológicas relacionadas com a idade nas células humanas. Conseguimos aplicar isso ao nosso experimento para determinar a extensão da reprogramação alcançada pelo nosso novo método”, disse o doutor Diljeet Gill, um dos autores do estudo.

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