Análise confirma que controle da pressão reduz a chance de demência

Hipertensão é um fator de risco para doenças como o Alzheimer. Estudos com informações de 20 países foram revisados

atualizado 23/11/2022 15:43

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Pessoa aferindo a pressão arterial com aparelho eletrônico - Metrópoles Nico De Pasquale Photography/Getty Images

Manter a pressão arterial sob controle é uma forma efetiva de diminuir a chance de desenvolver demência. Embora essa relação seja conhecida pela ciência, ela acaba de ser reforçada por uma megarrevisão de estudos, envolvendo 28 mil pacientes em 20 países, recém-publicada no European Heart Journal.

O trabalho avaliou artigos que usaram diferentes formas de tratar a hipertensão em indivíduos com idade média de 69 anos ao longo de quatro anos.

“O estudo oferece uma evidência robusta e mostra que reduzir a pressão arterial diminui o risco de demências degenerativas como o Alzheimer”, diz o neurologista André Felício, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sabe-se que envelhecimento é o principal fator de risco não modificável para esse tipo de demência. “No entanto, os fatores modificáveis, aqueles que levam a risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade, são, sem dúvida, muito importantes”, completa o especialista.

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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais
Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
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O Parkinson, o Alzheimer e a demência são doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população idosa. As condições são progressivas e, com o passar do tempo, o paciente torna-se mais dependente do cuidado de terceiros

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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais

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Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes

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O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos

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Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição

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O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais

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As consequências mais recorrentes são o comprometimento da memória, do comportamento, do pensamento e da capacidade de aprendizagem

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A demência é progressiva e os sintomas iniciais bastante conhecidos: perda de memória e confusão são os mais comuns. A condição atinge até 25% das pessoas com mais de 85 anos no Brasil

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Problemas na fala e dificuldade em tomar decisões também estão entre os sinais. Porém, há outros indícios sutis que podem alertar para o desenvolvimento de alguns tipos de doenças degenerativas

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Problemas de visão: um estudo feito no Reino Unido pela UK Biobank mostra que pessoas com degeneração macular relacionada à idade têm 25% mais chance de ter demência

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Perda auditiva: pode estar ligada a mudanças celulares no cérebro. Mas a perda de visão e audição pode levar o idoso ao isolamento social, que é conhecido há anos como um fator de risco para Alzheimer e outras formas de demência

Agência Brasil
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Mudanças de humor: pessoas com quadros iniciais de demência param de achar piadas engraçadas ou não entendem situações que costumavam achar divertidas e podem ter dificuldade de entender sarcasmo

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Problemas na gengiva: pesquisas apontam que a saúde bucal está relacionada a problemas mentais e pode estar ligada também à diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, obesidade e alcoolismo — todos também são fatores de risco para a demência

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Isolamento social: o sintoma pode aumentar o risco de doenças neurodegenerativas. A falta de paciência com amigos e familiares e a preferência por ficar sozinho podem ser sinais de problemas químicos no cérebro ou falta de vitaminas

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Outros sinais que podem indicar doenças neurodegenerativas, são: desinteresse pelas atividades habituais, dificuldade em executar tarefas do dia-a-dia, repetir conversas ou tarefas, Desorientação em locais conhecidos e dificuldade de memorização

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A hipertensão causa alterações vasculares no cérebro que acabam levando à diminuição do fluxo sanguíneo. A queda no aporte de oxigênio e nutrientes favorece a morte de neurônios e o acúmulo anormal de proteínas. “Isso contribui para o desenvolvimento da doença neurodegenerativa que leva à demência”, explica Felício.

Porém, nem todas as demências têm relação com a pressão arterial. Alguns tipos não degenerativos, como a hidrocefalia de pressão normal associada à deficiência de vitamina B12, têm outras causas e podem até ser potencialmente tratáveis.

Epidemia de demência

Estima-se que 50 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de demência e o número pode triplicar até 2050 devido ao envelhecimento populacional. Além de controlar a pressão, é preciso combater o tabagismo, o sedentarismo, a obesidade e o diabetes para minimizar o risco de desenvolver a doença.

Fonte: Agência Einstein

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