Mercadão de SP tem ratos, mofo e infiltrações; TCM cobra explicação

Tribunal de Contas apresentou, em sessão plenária, denúncias sobre gestão do Mercadão e do Kinjo Yamato, concedidos à iniciativa privada

atualizado 21/03/2024 18:53

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Vista aérea do Mercadão de São Paulo Divulgação/Mercadão

São Paulo — O Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo denunciou, nessa quarta-feira (20/3), as condições sanitárias e de infraestrutura do Complexo da Cantereira, que engloba o Mercado Municipal de São Paulo, o famoso “Mercadão”, e o Mercado Kinjo Yamato, ambos no centro da capital paulista.

O Ministério Público (MPSP) já havia reaberto, neste mês, o inquérito então arquivado para investigar denúncias feitas recentemente sobre os problemas de infraestrutura do espaço.

Os dois mercados foram concedidos à iniciativa privada em 2021, pelo período de 25 anos. O negócio foi fechado com o consórcio Novo Mercado Municipal pelo valor de  R$ 112 milhões.

Pela concessão, o grupo deveria investir R$ 83,1 milhões em reformas e restauração do espaço.

O TCM apresentou, em sessão plenária nessa quarta-feira (20/3), denúncias sobre a situação do Complexo Cantareira.

Os relatos, apresentados em vídeo, (veja galeria de fotos) apontam má administração, serviços mal executados na pintura interna, com infiltração nas paredes e manchas de mofo. Além disso, comerciantes relataram ao TCM a presença de ratos em setores de frutas e empório.

9 imagens
Improvisação em cartão postal de SP
Mofo no teto do Mercado Municipal
Escadaria quebrada
Andaimes e lixo nos corredores
Obras inacabadas
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Teto do Mercadão

Reprodução/TCM-SP
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Improvisação em cartão postal de SP

Reprodução/TCM-SP
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Mofo no teto do Mercado Municipal

Teto do Mercadão
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Escadaria quebrada

Teto do Mercadão
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Andaimes e lixo nos corredores

Teto do Mercadão
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Obras inacabadas

Teto do Mercadão
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Fachada do Mercado Kinjo Yamato

Teto do Mercadão
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Fiação exposta no Kinjo Yamato

Teto do Mercadão
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Kinjo tem lonas para proteger do sol e chuva

Teto do Mercadão

Nos banheiros, portas pichadas e falta de papel higiênico. Nos períodos de chuvas, ocorrem alagamentos que causam transtornos ao público e faltam geradores para garantir o funcionamento do Mercadão quando há queda de energia.

O Mercado Kinjo Yamato,  localizado em frente ao Mercado Municipal, tem o teto improvisado com lonas. Quando chove, é preciso suspender o atendimento ao público. Há cabos de energia expostos, os banheiros têm descargas e lixeiras quebradas e não há papel higiênico.

Em outubro de 2023, uma vistoria do Tribunal de Contas do Município já havia constatado falhas na execução do contrato e atrasos nas obras de infraestrutura, além da insegurança sobre a capacidade da empresa em administrar o espaço, o que gerou a emissão de um alerta à prefeitura.

O Metrópoles solicitou à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) um posicionamento sobre a fiscalização da execução do contrato de concessão. Em nota, a prefeitura de São Paulo afirmou não ter recebido manifestações recentes do Ministério Público.

O texto diz que os mercados “passam por um amplo programa de reformas para recuperar as condições e a relevância histórica”. A SP Regula, com auxílio do Departamento de Patrimônio Histórico e da Secretaria Municipal da Cultura, fiscaliza semanalmente os locais e orienta a concessionária a corrigir eventuais falhas por meio de ofícios e notificações.

A prefeitura ainda afirma que uma reforma na pista da Avenida do Estado, “com interferência pontual na rede de esgotos resultando em transtorno momentâneo com relação às pragas urbanas”.

A reportagem não conseguiu contato com a concessionária Novo Mercado.

Cartão postal

Um dos principais cartões postais de São Paulo, o Mercado Municipal foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933, aniversário da capital.

O local tem área de terreno de 22 mil m² e 18,6 mil m² de área construída e oferece boxes, área gourmet, espaços para eventos etc. O imóvel é tombado pelo patrimônio histórico para a preservação da memória em 2004.

Já o Mercado Kinjo Yamato foi inaugurado em 1936, voltado para o abastecimento de hortifrútis e está localizado no centro de São Paulo. Atualmente, funcionam no local atividades como hortifrúti, peixaria, lanchonete, doçaria e floricultura. O imóvel é igualmente tombado.

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