O preconceito descarado do brasileiro contra seu próprio país

Subjugados pela realidade distinta, caminhamos para longe da nossa Independência

atualizado 14/05/2018 22:15

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Não se pode negar a influência americana na nossa vida. Nas livrarias, nos cinemas, nos teatros de todo o Brasil, o que se enxerga é uma cultura divergente à do nosso país. Não conseguimos resistir à tentação de guiar nosso cotidiano de acordo com o que nos é apresentado por outra cultura.

Veja você mesmo, diante da TV: programas brasileiros com cunho interativo são cópias de atrações americanas. Nas novelas, roupas, casas e status dos personagens não podem se espelhar na realidade brasileira, na grande maioria das vezes. Divergência em todo lugar.

Os livros que lemos, os filmes a que assistimos. Personagens com nomes difíceis de se ler, ambientes chamativos e cenários emblemáticos, mas com os quais não estamos acostumados. Em vez dos Lençóis Maranhenses, de Foz do Iguaçu, do Cristo Redentor, nos ligamos à Estátua da Liberdade, à cidade levada pela neve e a datas comemorativas que não preenchem nosso calendário. Em viagens, destinos no exterior estão em alta, enquanto as maravilhas brasileiras se perdem na natureza.

Obviamente, tudo isso não se dá por falta de elementos interessantes no Brasil, considerando-se a supremacia histórica do nosso país. Só que, desta forma, a nação caminha fora dos seus próprios eixos, sem identidade, como se ainda estivesse sob domínio europeu. Aliás, como se a soberania fosse facilmente trocada e agora estivesse nas mãos dos Estados Unidos, talvez. Portanto, refletir sobre nossas origens, nosso presente, nossos próprios valores – mas sem recusar nem diminuir assuntos alheios, claro – é uma tarefa que o brasileiro precisa saber conduzir.

Talvez, pelo que não vivemos, a atração acaba sendo maior. É como ficção: imergir naquilo que não se vive é mais interessante. Mas o patriotismo se desintegra no coração dos brasileiros com rapidez. Subjugados pela realidade distinta, caminhamos para longe da nossa Independência, aproximando-nos da dependência internacional. Tudo motivado por preconceito, por não aceitarmos nossas origens.

Saulo Brenner é estagiário do Metrópoles e escritor

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