Ucrânia tenta evacuar civis por 7 corredores humanitários nesta quinta

Apesar da troca de acusações de desrespeito ao cessar-fogo, mais de 50 mil pessoas conseguiram fugir por esses corredores nos últimos dias

atualizado 10/03/2022 6:56

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refugiados de guerra Serhii Hudak/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images

A Ucrânia enfrenta o 15º dia de invasão militar russa em um novo esforço para evacuar civis de cidades cada vez mais afetadas por bombardeios e desabastecimento de alimentos, água, remédio e aquecimento. Na manhã desta quinta-feira (10/3), a vice-ministra para a Reintegração dos Territórios Ocupados, Iryna Vereshchuk, disse que o país negociou com os russos um cessar-fogo em sete corredores humanitários.

Desde 9h da manhã no horário local (cinco horas a mais que Brasília), os corredores estão abertos em Sumy, Trostyanets, Izyum, Volnovakha, Borodyanka e Mariupol. Essa última cidade é onde há situação humanitária mais crítica, segundo os ucranianos, porque os russos não teriam respeitado os acordos de cessar-fogo nos últimos dias.

Mariupol é uma cidade de 400 mil habitantes que está sem fornecimento de água e sem energia há mais de uma semana. É lá que fica o hospital infantil que a Ucrânia diz ter sido bombardeado pelos russos na quarta (9/3), deixando “crianças sob escombros”. A Rússia alegou, nesta quinta-feira (10/3), que as acusações ucranianas são “fake news”. Segundo o governo de Vladimir Putin, o prédio do hospital foi tomado por tropas da Ucrânia “há muito tempo”.

Cidades próximas a Kiev (Bucha, Borodyanka, Irpen e Gostomel) também terão um corredor humanitário para quem desejar se deslocar para a capital, onde ainda há comida, água, energia e aquecimento na maioria dos bairros.

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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra

Anastasia Vlasova/Getty Images
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito

Agustavop/ Getty Images
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local

Pawel.gaul/ Getty Images
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km

Getty Images
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia

Andre Borges/Esp. Metrópoles
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país

Poca/Getty Images
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro

Kutay Tanir/Getty Images
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta

OTAN/Divulgação
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território

AFP
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território

Elena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado

Will & Deni McIntyre/ Getty Images
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles

Vostok/ Getty Images
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Apesar dos problemas, mais de 50 mil refugiados da guerra usaram os corredores humanitários nos últimos dias. Já o número de ucranianos que conseguiram fugir para o exterior desde o início da guerra passa de dois milhões, segundo o Organização das Nações Unidas (ONU).

Esperança diplomática

A noite foi de bombardeios mais intensos na Ucrânia, mas uma negociação diplomática traz a esperança de um final para o conflito. Acontece, nesta manhã, uma reunião na Turquia entre os chefes da diplomacia russa, Sergey Lavrov, e ucraniana, Dmytro Kuleba. É a reunião com autoridades mais altas desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.

Veja uma imagem da reunião dos diplomatas na Turquia, em busca de um acordo de paz:

reunião diplomacia russia ucrania
Sergey Lavrov, da Rússia, olha para Dmytro Kuleba, da Ucrânia (de costas)

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