Conselho de Segurança da ONU aprova cessar-fogo imediato em Gaza

Votação ocorreu nesta segunda-feira (25/3) e prevê cessar-fogo humanitário imediato durante o Ramadã, mês sagrado muçulmano

atualizado 25/03/2024 14:29

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Imagem colorida de sessão para votar cessar-fogo na Faixa de Gaza - Metrópoles Reprodução/ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, principal área afetada pela guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas, após cinco meses de conflito e mais de 30 mil mortes. A votação ocorreu na manhã desta segunda-feira (25/3) e teve como resolução, pela primeira vez na história, um cessar-fogo desse tipo.

O documento aprovado, ao qual a AFP teve acesso, “exige um cessar-fogo humanitário imediato no Ramadã – mês sagrado muçulmano que teve início no último dia 10 – e a libertação imediata de todos os reféns”. A resolução ressalta que todas as partes envolvidas devem aderir à pausa no período sagrado para os muçulmanos e “que deve conduzir a um cessar-fogo permanente e sustentável”.

De acordo com a agência de notícias da ONU, além da libertação imediata, o texto prevê a “garantia de acesso humanitário para atender às necessidades médicas e outras necessidades humanitárias” das vítimas do conflito, citando, ainda, o cumprimento das obrigações de abrigo do direito internacional.

Após três propostas serem vetadas pelos Estados Unidos (EUA), a última delas em fevereiro, o novo documento, apresentado por Argélia, Equador, Guiana, Japão, Malta, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça – integrantes não permanentes do Conselho – foi aprovado depois de o país se abster. Além da abstenção dos EUA, o texto teve 14 votos a favor e nenhum voto contrário.

De acordo com a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, algumas edições “importantes” no texto, sugeridas pelo país, foram ignoradas. Entre elas o pedido de condenação ao Hamas.

Ainda segundo Linda, por não concordarem com todo o conteúdo do documento, os EUA não podem votar “sim”. “Mas apoiamos plenamente alguns dos objetivos críticos desta resolução não vinculativa, e acreditamos que era importante que o conselho se manifestasse e deixasse claro que qualquer cessar-fogo deve vir acompanhado da libertação dos reféns”, disse a embaixadora, após a aprovação da resolução. A informação é do jornal O Globo.

A última tentativa de um acordo entre os países-membros do Conselho de Segurança para um cessar-fogo na Faixa de Gaza havia ocorrido na sexta-feira (22/3), quando a proposta norte-americana foi vetada por China e Rússia.

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