Ex-comandante da PMDF que furou fila da vacina é nomeado no governo federal

Coronel Pontes chefiará o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional da Diretoria de Operações, do Ministério da Justiça, na sede da PR

atualizado 31/05/2021 15:14

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homem dando palestra Renato Araújo / Agência Brasília

Ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o coronel Julian Rocha Pontes (foto em destaque), exonerado após o Metrópoles publicar reportagem revelando que o oficial havia furado a fila da vacinação contra Covid-19, foi nomeado para um novo desafio. Pontes, agora, vai trabalhar no governo federal. E receberá salário de R$ 10.373,30.

O coronel acaba de ser nomeado para um cargo no Ministério da Justiça, comandado pelo delegado federal Anderson Torres, antes secretário de Segurança Pública do DF. Portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (31/5) nomeia Pontes como coordenador-geral do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional da Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas do ministério, baseado na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ato é assinado pelo secretário executivo da pasta, Márcio Nunes de Oliveira.

Horas após o Metrópoles revelar a vacinação de oficiais antes de policiais da linha de frente, Pontes foi exonerado do cargo. A demissão apareceu publicada na tarde de 2 de abril, em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF).

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O oficial foi nomeado no governo federal
Coronel Julian Pontes vai ficar baseado na sede da PRF
Pontes negou que teria furado a fila da vacina
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Julian Pontes foi exonerado após reportagem do Metrópoles revelar que ele tomou vacina antes de 8 mil praças

Vinícius de Melo/Agência Brasília
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O oficial foi nomeado no governo federal

Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília
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Coronel Julian Pontes vai ficar baseado na sede da PRF

Vinícius de Melo/Agência Brasília
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Pontes negou que teria furado a fila da vacina

Renato Alves/Agência Brasília
Repercussão

À época, a saída do oficial era esperada em função da troca no comando da Secretaria de Segurança, mas acabou acelerada após vacinação dele e de outros comandantes ter sido revelada. O caso gerou manifestações de repúdio na Câmara Legislativa (CLDF) e dentro da própria corporação.

Na ocasião, integrantes de alta patente da PMDF, incluindo o comandante-geral, receberam a vacina contra a Covid-19 – antes que, pelo menos, 8 mil praças da corporação pudessem ser imunizados. Esses oficiais aproveitaram uma mudança recente nas regras de utilização das doses remanescentes de vacinas, chamadas de “xepa”, para ter prioridade na campanha de imunização.

Na tarde de 31 de março, o então comandante-geral da PMDF tomou uma dose da vacina na UBS 1 da Asa Sul. Ao ser questionado pelo Metrópoles, o Centro de Comunicação Social da PM confirmou a informação e acrescentou que “outros policiais militares” foram imunizados, de acordo com a circular vigente da Saúde do DF, que passaria a valer em 29 de março.

Até hoje, 31 de maio, a comunicação da PM, no entanto, não especificou quem são os outros policiais vacinados.

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