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STF começa a julgar se Anvisa pode vetar cigarro com aditivo

Aditivos tornam cigarros mais atrativos, dizem especialistas; STF julga competência da Anvisa para proibir aditivos em produtos de tabaco

atualizado 31/10/2024 21:42

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Mão segurando cigarro acesso, soltando fumaça. Ao fundo, pontas de cigarro e carteiras usadas jogadas no chão - Metrópoles Vinícius Schmidt/Metrópoles

O STF começa nesta sexta-feira (1º/11) um julgamento virtual sobre a competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proibir cigarros com aditivos no país. O caso terá repercussão geral, isto é, a decisão valerá também para outras instâncias da Justiça em casos semelhantes.

A ação foi movida em 2021 pela Cia Sulamericana de Tabacos, que questionou uma decisão da Justiça Federal que endossou uma resolução da Anvisa de 2012. Na ocasião, a agência proibiu a importação e a comercialização de produtos de tabaco com aditivos.

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Propostas de imagens mostram o antes e depois do uso do cigarro
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Anvisa afirma que é preciso renovar as imagens para que as pessoas voltem a deter seu olhar com atenção nelas

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Para especialistas, o posicionamento do Supremo pode ser um marco para o controle do tabagismo no país, hábito nocivo diretamente ligado a inúmero casos agressivos de câncer. “A indústria do tabaco, ao adicionar sabores e aromas, torna esses produtos mais palatáveis e, portanto, mais atraentes para novos consumidores, estratégia amplamente documentada”, afirmou a ACT Promoção da Saúde, organização não governamental em defesa de políticas públicas de saúde.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, o Brasil gasta R$ 125 bilhões por ano para combater doenças relacionadas ao fumo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o tabagismo é a causa de morte mais evitável em todo o mundo, e que um fumante tem uma expectativa de vida reduzida em, ao menos, dez anos em relação a quem não fuma.

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