Relator das Fake News critica posição do Telegram: “Jogo sujo”

Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) considerou mensagem disparada pelo Telegram a usuários como "campanha de mentiras"

atualizado 09/05/2023 18:39

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Billy Boss/Câmara dos Deputados

O relator do PL das Fake News na Câmara dos Deputados, Orlando Silva (PCdoB-SP), criticou a mensagem encaminhada pelo Telegram aos usuários nesta terça-feira (9/5). O deputado considerou como “jogo sujo” por parte da empresa de comunicações.

“🚨 URGENTE!!! O jogo sujo das bigtechs continua. Recebo denúncias de que o Telegram está disparando FAKE NEWS contra o PL 2630 para milhões de usuários. Essa campanha de mentiras NÃO VAI PROSPERAR. A Internet não é terra sem lei e a regulação é uma necessidade. PL 2630 SIM!”, escreveu.

O informativo é acompanhado de links e pede que os internautas pressionem seus deputados a votarem contra o PL. O texto expõe as preocupações da plataforma e diz considerar o PL “uma das legislações mais perigosas já consideradas no Brasil”.

“O Brasil está prestes a aprovar uma lei que irá acabar com a liberdade de expressão. O PL 2630/2020 dá ao governo poderes de censura sem supervisão judicial prévia. Para os direitos humanos fundamentais, esse projeto de lei é uma das legislações mais perigosas já consideradas no Brasil. Fale com seu deputado aqui ou nas redes sociais hoje mesmo — os brasileiros merecem uma internet livre e um futuro livre”, afirma a nota encaminhada.
Abuso de poder
O líder do Governo no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também se manifestou contrário à reação da empresa. Segundo ele, o Telegram tentou interferir no debate democrático “abusando do poder”:
“As plataformas seguem usando seu alcance para agir contra o interesse público. Hoje o Telegram nos brindou com clara tentativa de interferir no debate democrático e evidente demonstração de abuso de poder. Esses abusos deixam escancarado por que a regulação é necessária!”.

Telegram 

O link disparado na mensagem encaminha o usuário para um chat, com trechos fora de contexto do projeto de lei. “Veja como esse projeto de lei matará a internet moderna se for aprovado com a redação atual. Caso seja aprovado, empresas como o Telegram podem ter que deixar de prestar serviços no Brasil.”

O texto elenca pontos considerados negativos sobre o projeto, como, por exemplo: “Concede poderes de censura ao governo; transfere poderes judiciais aos aplicativos; cria um sistema de vigilância permanente; é desnecessário”.

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