PCO sobre ascensão do Talibã ao poder no Afeganistão: “Enorme vitória”

Partido defende que fortalecimento do grupo extremista simboliza derrota histórica do imperialismo norte-americano

atualizado 16/08/2021 15:04

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Reprodução

O Partido da Causa Operária (PCO) tem provocado polêmica nas redes sociais ao comentar a crise vivenciada no Afeganistão, resultado da ascensão ao poder do Talibã. A sigla defende que o fortalecimento do grupo extremista simboliza derrota histórica do imperialismo.

Em crítica aos Estados Unidos, o PCO publicou: “Ao bater em retirada, o imperialismo norte-americano revela a crise em que se encontra”. Na avaliação do partido, trata-se de “uma enorme vitória sobre os piores inimigos dos oprimidos de todo o planeta”.

Veja:

A fala repercutiu nas redes sociais e provocou reação de partidos de oposição e da base aliada do governo federal. Alguns internautas usaram a publicação para classificar a legenda como sigla “bolsonarista de esquerda”.

Diante dos ataques, membros do Diretório Nacional do PCO promoveram lives para justificarem o argumento defendido pelo partido. Os filiados argumentam que os EUA representam ao Afeganistão “um opressor mais tirano que os talibãs”.

O partido ressalta, porém, que não compactua com as ações do grupo extremista. No entanto, destacam que a derrota dos EUA é uma vitória “contra o maior inimigo da humanidade”.

Entenda

A crise humanitária no Afeganistão é resultado do fortalecimento dos grupos extremistas com a saída de tropas norte-americanas que ocupavam locais estratégicos do país desde os ataques de 11 de setembro, em 2001.

O avanço dos extremistas aos pontos antes ocupados pelas tropas estadunidenses tem provocado temor popular e reacendido a crise humanitária no país.

Há 20 anos, antes de o exército dos Estados Unidos chegar a Cabul em ofensiva aos ataques às Torres Gêmeas, não faltavam relatos de restrições. O consumo de álcool, por exemplo, era totalmente proibido. Além disso, as punições físicas (em sua maioria mutilações), para pessoas acusadas de roubo e adultério, eram muito comuns.

Na época, o grupo também impunha aos homens o uso de barba e às mulheres, a burca — vestimenta que cobre todo o corpo, inclusive os cabelos, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver. Já há relatos de que os militantes voltaram a cobrar essas regras desde domingo (15/8).

O grupo insurgente determinou como obrigatória a presença masculina (já que mulheres são proibidas) nas mesquitas às sextas-feiras, dia sagrado para o islamismo.

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