A bancada federal de Rondônia se reúne com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na tarde desta segunda-feira (5/4), para pedir mais vacinas e atenção ao estado durante a pandemia de Covid-19.
O encontro será por videoconferência e está previsto para as 16h30.
Segundo o deputado federal Léo Moraes (Podemos-RO), os parlamentares querem mais atenção do Ministério no combate à pandemia, assim como foi feito no estado do Amazonas, em janeiro, quando a região enfrentou colapso no sistema de saúde e escassez de oxigênio.
“Quando o Amazonas passou por momento delicado, o governo federal enviou esforços para minimizar a tempestade”, disse o parlamentar.
Em janeiro, o Ministério da Saúde chegou a reservar 5% de todas as doses recebidas no Brasil para o Amazonas. No começo de março a medida foi cancelada, devido ao agravamento da pandemia em outras regiões do país.
“[O Ministério] Entregou um quantitativo bem maior do que a média naquele momento de dificuldade. É o que nós queremos, é o que nós precisamos nesse momento”, defende Léo.
Saiba como as vacinas contra Covid-19 atuam:
Diferença de dados
Segundo a Secretaria de Saúde de Rondônia, o estado recebeu 213.608 doses de vacinas contra a Covid-19.
No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram números conflitantes: segundo a pasta, Rondônia recebeu 228.530 doses, e aplicou 129.008 unidades da vacina.
Mesmo com a diferença nos números, Rondônia aparece como um dos estados que recebeu e aplicou menos doses da vacina, ficando atrás apenas de Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, como aponta plataforma de dados do Ministério da Saúde.
Desde o início da pandemia, Rondônia registrou 190.320 casos de Covid-19. O número de mortes pela doença do estado é de 4.278, e a taxa de letalidade é de 240,7 a cada 100 mil habitantes. As informações são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
O deputado Léo Moraes também fez críticas à gestão de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, e disse esperar que Marcelo Queiroga tenha “visões diferentes” das do antigo chefe da pasta.
“Vamos ver se o atual ministro tem uma visão diferente do anterior e, principalmente, se consegue praticar boas ações. O outro era ruim”.