Pesquisa aponta que 83% dos endividados têm insônia

E 78% afirmam sofrer com “surtos de pensamentos negativos” por conta dos débitos em atraso, mostra levantamento da Serasa

atualizado 17/11/2022 12:23

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Imagem colorida de calculadora preta, régua branca e moedas sobre um papel. Ilustração de negociação de dívidas. Pixabay

É intenso o impacto emocional que as dívidas provocam nos brasileiros. Do grupo cujas contas estão no vermelho, 83% têm insônia, 78% sofrem com “surtos de pensamentos negativos” e 62% afirmam que tais débitos respingam negativamente no relacionamento conjugal. É isso o que indica uma pesquisa da Serasa, divulgada na manhã desta quinta-feira (17/11).

No levantamento, são fartos os relatos que apontam para a conexão entre dívidas e problemas emocionais, além de abalos nas relações pessoais e familiares. Outros exemplos: 74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias, 53% dizem sentir “tristeza” e “medo do futuro” e 51% sentem-se vergonhados pela condição de devedores.

O dado curioso é que 11% dos pesquisados afirmam ter entrado no vermelho por conta de calotes de pessoas próximas. Eles disseram ter emprestado o nome para um amigo, conhecido, colega ou familiar, que não honrou com o compromisso financeiro assumido.

Quanto ao desgaste emocional, quem comenta é a psicóloga Valéria Meirelles, que deu suporte ao levantamento da Serasa e é especialista em abordagens comportamentais do endividamento: “O sistema biológico é o primeiro a sentir os efeitos da preocupação com as dívidas. A pessoa nessas condições não consegue relaxar e não se concentra nas tarefas habituais.”

A pesquisa, porém, traz dados considerados “animadores” pelos responsáveis pelo estudo. Entre os entrevistados, por exemplo, 88% dizem que passaram a ter algum tipo de controle de gastos. Já 70% revelaram ter confiança em quitar os débitos e recuperar o crédito. Mais 57% passaram a conversar com os familiares sobre a importância de reduzir gastos em casa e de buscar soluções conjuntas para o problema.

Embora em queda no país, o desemprego é identificado como o principal motivo de endividamento, sendo apontado por 29% dos entrevistados pela enquete da Serasa. Na sequência, com 12%, a queda da renda surge como a vilã das dívidas. A pesquisa ouviu 5.225 pessoas em todo o país.

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