Após seis meses da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, que foi espancado por dois seguranças do Carrefour, em Porto Alegre (RS), o supermercado afirmou, nesta quinta-feira (27/5), que concluiu todos os acordos com os familiares.
“O Grupo Carrefour Brasil concluiu o nono e último acordo de indenização com os familiares de João Alberto. Após o depósito com a finalidade de consignação extrajudicial realizado na última semana de abril, tendo a viúva Milena Alves como beneficiária, a conversa com os advogados foi retomada e o acordo de indenização, fechado”, informa o comunicado.
João Senise, vice-presidente de RH do Grupo Carrefour Brasil, afirmou: “Nossa principal prioridade foi dar o suporte necessário para os familiares, na parte psicológica e financeira. Conseguimos avançar rapidamente nos acordos com todos os familiares e hoje concluímos o último acordo com a senhora Milena”.
Desde a trágica morte de João Alberto Freitas, em novembro de 2020, o Grupo Carrefour Brasil vinha negociando acordos individuais de indenização com os familiares. Até abril, oito membros da família já haviam formalizado e recebido os valores, incluindo os quatro filhos, a enteada, a neta, a irmã e o pai de João Alberto.
Relembre
A confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças.
Os dois funcionários teriam posto João Alberto Silveira Freitas para fora da loja. A partir de então, as versões do fato são divergentes.
A Brigada Militar afirma que a vítima passou a brigar com os seguranças por não aceitar a remoção do local. Testemunhas que estavam no supermercado afirmam que o homem foi seguido pelos dois seguranças dentro do estabelecimento e agredido na saída.
Combate ao racismo
O grupo também disse que adotou mudanças internas nas políticas da empresa, com a inclusão de negros e negras no mercado de trabalho e o combate ao racismo nas organizações.
O Carrefour Brasil assumiu compromissos públicos para contribuir na capacitação de pessoas negras, na educação, na formação de lideranças, e em startups, com a possibilidade de utilizar a plataforma da empresa. Tudo isso é financiado por meio de um fundo de R$ 40 milhões, criado pela empresa em novembro de 2020.