“A passageira era minha mãe”, diz filho de diarista atingida por tiro

Marcelo Álvares, que trabalha como Uber, sempre teve receio de ser alvo de tiros na Cidade de Deus e lamenta a mãe ter sido a vítima

atualizado 07/02/2022 21:13

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Arquivo Pessoal

Rio de Janeiro – Como fazia todos os dias, o motorista de aplicativos Marcelo Álvares, de 48 anos, levava a mãe da Taquara para os apartamentos onde trabalhava como diarista em condomínios da Barra da Tijuca. Nesta segunda-feira (7/2), Jurema Alvares Pinto, de 65, foi atingida por um tiro no peito, quando passavam pela Cidade de Deus, na zona oeste.

Em entrevista ao Metrópoles, Marcelo contou que sempre teve medo de passar pela região e seu carro ser alvo de tiros, em especial quando estava com passageiros.

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Carro em que a mulher estava ao ser baleada ficou com marca de tiro
Jurema Alvares Pinto
Jurema Alvares Pinto
Jurema foi morta com tiro no peito
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Jurema Alvares Pinto

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Carro em que a mulher estava ao ser baleada ficou com marca de tiro

Reprodução / TV Globo
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Jurema Alvares Pinto

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Jurema Alvares Pinto

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Jurema foi morta com tiro no peito

Reprodução

“E foi acontecer justamente quando eu transportava a minha mãe. Uma pessoa guerreira, que, de repente, encontra um indivíduo que dá um tiro para dentro de um carro e perde a vida. Tô fraco, sem palavras, esperando a ficha cair. O que aconteceu com ela pode acontecer com qualquer um”, desabafou.

O filho da diarista relembrou o momento em que a mãe foi atingida e lamentou não ter tido tempo de salvá-la em função da gravidade do ferimento.

“Ouvimos os disparos e, de repente, vimos bandidos atravessando a rua armados, dando tiros para qualquer lado. Ouvi o vidro quebrar e procurei o ferimento em mim. Olhei para o lado e só vi minha mãe com a mão no peito, dizendo ‘fui atingida’. Corri para UPA, mas pegou no coração, muito grave. Não deu tempo de salvá-la”, contou, emocionado.

Ainda segundo Marcello, depois de ver  a mãe morrer e de quase ter sido atingido também, a necessidade de cobrar justiça e de continuar trabalhando para sobreviver ainda não permitiram que a “ficha caísse”.

“Isso aconteceu às 7h30 da manhã e só agora, perto das 19h, consegui tomar um banho e começar a repensar nas coisas. A gente é obrigado a enterrar a mãe e, ao mesmo tempo, pensar em como pagar o aluguel, sem meu carro, que está furado do tiro que a matou. Esse tiro destruiu minha família”, lamentou.

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